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APRIL FOOLS: Como começou o Dia da Mentira?

Atualizado: 5 de Abr de 2019





O All Fools’ Day, ou Dia dos Tolos, aquela data especial em que você pode contar a maior mentira em nome da diversão, teve origem no festival de Hilária, celebrada em 25 de março na Roma Antiga, trazido para a Inglaterra pelo Império Romano, na invasão que começou em 43 AC.


Enciclopédias e dicionários de cultura internacionais são quase unânimes ao afirmar que não há um registro oficial da história do primeiro dia de abril como dia da mentira, ou uma justificativa formal para o dia ser conhecido desta forma em muitos países do mundo, incluindo o Brasil, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França.


Uma das explicações é comumente apontada como a mais aceita por historiadores. Ela remonta à época em que o calendário usado pelos países da Europa mudou. Até 1564, o Ano Novo era comemorado em 25 de março, e os festejos eram prolongados até o dia 1º de abril, e não em janeiro. Foi neste ano que o rei Carlos IX da França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro, o que causou grande confusão no país e no continente.


Aqui entram duas versões. Uma diz que alguns franceses mais conservadores decidiram manter seus festejos no fim de março, sendo ironizados pelo resto da sociedade. Uma outra explicação, talvez mais realista, lembra que à época os meios de comunicação eram precários, então demorou para que toda a sociedade soubesse da mudança, fazendo com que a confusão fosse aproveitada para que fossem criadas brincadeiras envolvendo mentiras.


De fato, uma pesquisa histórica mostra que a mudança de calendário no início do século XVI não foi tão simples quanto pode parecer e tornou confusa a organização dos diferentes povos das Europa. O decreto do rei francês, assinado em 1564, só teve efeito em 1567, 15 antes da reforma do calendário gregoriano de 1582. Alguns países, como a Inglaterra, por exemplo, continuaram comemorando a mudança do ano em 25 de março por mais de um século, só adotando a mudança depois de 1751.


A Britannica diz que, desde o decreto francês, aqueles que continuaram comemorando o novo ano entre março e abril eram chamados de “bobos”, incentivando brincadeiras envolvendo mentiras. A convenção acabou se espalhando, com diferentes nomes e tradições, mas sempre envolvendo brincadeiras que fazem alguém de bobo com mentiras.


A primeira menção ao “all fools’ day” (dia de todos os bobos), como chamam a data na Inglaterra e nos Estados Unidos, vem de 1686, segundo o Dicionário de Folclore Inglês. O costume teria chegado ao país pela França e pela Alemanha. O costume teria se popularizado rapidamente, a ponto de ser considerado um hábito universal em textos do século XVIII. Mas na Inglaterra, a brincadeira do 1º de abril termina ao meio-dia. Aqueles que insistem são os verdadeiros April Fools.


Não há um consenso sobre registros do “dia da mentira” no Brasil. O primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado no 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.




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